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Siron Franco

Abertura
14 de maio de 2026

Horário
19H

Exposição
14 de maio a 13 de junho

Na exposição “A vida como ela é”, o artista Siron Franco define que a pintura nasce de um impulso essencial: é preciso ser atraído por aquilo que ainda não se conhece.

A mostra será no dia 14 de maio à 13 de junho, na Galeria Paulo Darzé.

Siron Franco nasceu em 25 de julho de 1947, na cidade de Goiás, e cresceu em Goiânia, onde iniciou sua trajetória artística de forma autodidata, começando pelos retratos. Pintor, desenhista e escultor, tornou-se uma das vozes mais contundentes da arte brasileira, aliando expressividade estética ao engajamento social — temas como o acidente radioativo do Césio-137, o massacre de povos indígenas e a devastação ambiental marcam sua produção. Premiado na Bienal de São Paulo em 1974 e 1975, suas obras integram acervos de grandes instituições como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (masp), o Museu Nacional de Belas Artes e o Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

 

 

A VIDA COMO ELA É

 Desde a criação da galeria, em 1983, buscamos efetivar uma atuação com ênfase na arte contemporânea, nas suas mais variadas expressões, linguagens e técnicas, efetivando não só uma valorização do tempo em que vivemos, mas uma busca de proporcionar ao público um local com atividades amplas e diversas, um encontro da arte baiana e brasileira.

Para tanto, efetuamos uma atuação objetiva dos propósitos. A primeira ação foi a de proporcionar através de um calendário anual nossas finalidades. E isso vem sendo seguido com determinação. Agora, em 2026, ao apresentar uma nova exposição com trabalhos inéditos de Siron Franco, estamos também comemorando os quarenta anos da primeira mostra desse artista com a Paulo Darzé Galeria.

Podemos ver na linha do tempo a sua relação com a Bahia, tendo esse começo ainda bem jovem, em 1968, na II Bienal Nacional de Artes Plásticas da Bahia, quando ganhou o prêmio Aquisição, tendo trabalhos que foram confiscados pela ditadura militar. Em seguida, realizou uma exposição individual, em 1980, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM/BA). Além dos anos 1990, quando veio a morar e ter atelier em Salvador.

Após salientarmos esses momentos, vamos para 1985 ao fazer sua primeira exposição na Paulo Darzé Galeria, Pinturas Recentes, ainda com o nome Escritório de Arte da Bahia. Novamente, expôs na mesma galeria em 1991 e 1996. Em 2001, trouxe a mostra Casulos para o MAM/BA. Em 2002, uma nova exposição na Paulo Darzé Galeria de Arte, Siron Franco: Desenhos. A última vez foi em 2019, com Miragens, pinturas em óleo sobre tela. Agora, em 2026, a mostra A Vida Como Ela É.

Desejo de início lembrar que para Siron, para que uma pintura seja iniciada, ele precisa ser atraído. Esta mostra de agora está inserida nesse propósito. E o público não fica indiferente a esse seu proceder. E ele complementa: “Quando eu faço, não quero dizer que eu estou falando sobre aquilo. O que eu busco, eu acho, é algo que você ainda não viu. Eu quero fazer algo que eu não vi ainda”. Com esse proceder, sua trajetória passou por temas políticos, sociais e ambientais, em museus, galerias, obras públicas, seguindo existencialmente e artisticamente preocupado com tudo o que se passa ao seu redor, desde a repressão da ditadura, a corrupção política, os atentados ao meio ambiente, a infância abandonada, o HIV/AIDS, o Césio-137 em Goiás e o extermínio dos povos indígenas, o que veio a torná-lo um dos pintores mais influentes de sua geração e da história da arte no Brasil.

Com a exposição A Vida Como Ela É, em maio de 2026, Siron Franco e a Paulo Darzé Galeria dão sequência aos pontos de conexão que os levam a prosseguir nesta caminhada, com uma atuação que não só amplia as vias de acesso à arte, mas dão seguimento a uma profícua parceria ao comemorar quarenta anos. Durante toda essa trajetória, Siron vem criando uma arte relacionada diretamente a um compromisso de mundo, o mundo em que vive, realizando na sua temática coisas vistas e vividas e inventadas, para uma construção que privilegia não apenas o olhar, mas a vida no sentido amplo de artista, de homem e de cidadão, seus sonhos e pesadelos. A trajetória da sua arte tem na cor ou na luz, uma gerando a outra, a revelação da busca pictórica, através das variantes que deixam dúvidas sobre um figurativismo, das obras iniciais, chegando a séries onde não diferenciamos se estamos diante de trabalhos abstratos, uma não figura, pelo menos não identificáveis à primeira vista, sendo alardeadas pela espessura da tinta em obras nas quais a representação está no gesto físico de criar.

Uma certeza temos: desde seu início como artista, até os dias de hoje, com todas as modificações, a inventividade e todos os caminhos que empreendeu durante sua trajetória, não há quem a veja que possa ter a menor dúvida: É uma obra de Siron. Há uma marca registrada em sua arte que nasce da sua visão de realidade para criar uma nova realidade, nos seus temas de natureza, bichos e homens, vigoroso e rigoroso na capacidade inventiva de continuar a produzir arte, para nos legar uma obra instigante, criativa, seja como pintura, mas abarcando também o desenho, a ilustração, as instalações, os monumentos em locais públicos, o que o torna, com essa diversidade de atuação e de atitudes, um dos artistas brasileiros vivos mais profícuos e admirados pelo grande público.

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