Rubem Valentim na SParte

A Paulo Darzé Galeria estará de 11 a 15 de abril, na SParte, Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporânea de São Paulo, mostra que se realiza no Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, no stand G6, com exposição de relevos e esculturas de Rubem Valentim.

Rubem Valentim nasceu num sobrado com sacadas de ferro, à Rua Maciel de Baixo, 17, Distrito da Sé em 1922. Faleceu em São Paulo, em 30 de novembro de 1991. De pais pobres, foi o primeiro dos seis filhos. Formou-se em Odontologia, área que abandonou para dedicar-se à pintura em 1948.

Em 1957 transferiu-se para o Rio de Janeiro. Em 1962 conquistou o Prêmio de Viagem à Europa no Salão Nacional de Arte Moderna e Pequena Medalha de Ouro no Salão Paulista de Arte Moderna. Viaja para a Europa: Inglaterra, França, Holanda, Bélgica, Alemanha, Áustria, Espanha, Portugal e Itália. Residiu em Roma de 1964 a 1966, quando voltou para o Brasil.

Participou da Bienal de Veneza e diversas vezes da Bienal de São Paulo (de 1955 a 1998, Prêmio de Aquisição em 1967 e 1973; Sala Especial em 1998). Em 1994, o Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, montou uma grande retrospectiva de sua obra. Sua obra foi homenageada com salas especiais em 1996, Bienal de São Paulo; 1998 Parque de Esculturas do Museu de Arte Moderna da Bahia, e de duas novas retrospectivas: Pinacoteca do Estado de São Paulo (2001) e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (2002).

Nádia Taquary em “Dinka Orixá”

Palhas e búzios da Costa do Marfim, miçangas em vidro da República Tcheca, são os materiais para criação de um universo afro pelo panteão dos deuses africanos, nova série, nomeada Dinka Orixá, com obras em tamanho médio de 50x160cm, que Nádia Taquary vem realizando para exposição no Masp (Museu de Arte de São Paulo).

“Lágrimas” de Vinicius S.A

Um dos mais recentes artistas baianos a ter sua obra representada pela Paulo Darzé Galeria, o artista baiano Vinícius S.A. está com exposição na Caixa Cultural Fortaleza, de 21 de março a 6 de maio de 2018, com a exposição “Lágrimas de São Pedro”,  instalação que anteriormente foi vista em várias cidades – Salvador, Brasília, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Recife, Juiz de Fora, Bauru, Campinas, Itapetininga, Rio Claro, assim como Frankfurt, na Alemanha, e Las Vegas, nos Estados Unidos.

A instalação é composta por cerca de 4 mil “lágrimas” formadas por bulbos de lâmpadas cheios d’água presos por fios de nylon ao teto em diferentes alturas e iluminações específicas. Com este trabalho Vinícius S.A. foi convidado para expor em Frankfurt, Alemanha, em março de 2014. “Proponho nesse trabalho a criação de um ambiente onde o espectador penetra, envolvendo-se espacialmente com a obra, possibilitando a interação entre arte e fruidor de maneira mais abrangente. Neste caso, é como se tivéssemos o poder de pausar a chuva, uma chuva de gotas grandes, limpas, transparentes e leves, e com isso poder contemplar sua beleza, seu poder, seu símbolo, sua necessidade”.

Vinícius Silva de Almeida, nascido em 1983, vive e trabalha em Salvador/Bahia. Graduado em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Seu trabalho “Objeto Óptico #02” recebeu o prêmio de residência artística internacional no 15º Salão da Bahia; a instalação “Sorria, você está sendo filmado!”, foi premiada no Salão Regional de Artes Visuais da Bahia; e “O Pulso da Bienal”, menção especial na VIII Bienal do Recôncavo. Participou de duas residências artísticas – Holanda e Alemanha. Está documentada nos livros “Escultura contemporânea no Brasil”, de Marcelo Campos; “50 anos de arte na Bahia” e “Água, reflexos na arte da Bahia”, de Matilde Mattos; e “30 contemporâneos Brasileiros”, de Enock Sacramento.

Mestre Didi Mostra de esculturas em São Paulo

Deoscoredes M. dos Santos, Mestre Didi, em sua obra como artista visual projeta com sensibilidade, significação artística, minúcia técnica e profundidade estética um universo inspirado livremente na simbologia do sagrado de herança africana. Com 40 trabalhos a Paulo Darzé Galeria realiza a partir do dia 7 de abril, na AD galeria, em São Paulo, uma mostra de esculturas de Mestre Didi.

Descendente da tradicional família Asipa, originária de Ketu, importante cidade do império Yorubá e desde menino convivendo com ações ligadas à preservação e manutenção da religião e da cultura africana na Bahia e no Brasil, Mestre Didi – Deoscoredes M. dos Santos -, escultor e escritor, nasceu em Salvador, Bahia, em 2 de dezembro de 1917, e faleceu na mesma cidade em 6 de outubro de 2013. Seguindo-se sua trajetória, sua obra artística, realizada em diversos materiais, é de intensa significação ao recriar esteticamente um universo inspirado livremente na simbologia do sagrado de uma herança africana, ao possuir a profundidade mística, com singular sensibilidade e intensa técnica, a tradição diante de imensa inovação dentro da contemporaneidade estética da arte.

Indagado sobre seu fazer, Mestre Didi afirmava que a sua arte reflete o seu mundo mítico, a sua maneira de ver o mundo, estando profundamente incorporadas a sua experiência de vida. “As obras surgem desse mundo, a partir de minha própria maneira de ver, viver e associar. Elas se inspiram em algumas das formas tradicionais, emblemas herdados dos mais antigos, que para ter validade religiosa devem ser devidamente consagrados. Minhas obras são livres, multiplicam formas, cores e materiais que não tem propósitos religiosos. Evidenciam e manifesta uma particular visão cultural, uma recriada continuidade. A minha arte me dá muita alegria e faz que eu me sinta muito feliz e realizado. Ela está ligada às coisas que mais gosto na vida, os elementos da natureza”.

As esculturas de Mestre Didi trazem a ancestralidade hoje. “Seus objetos não são apenas representações materiais, mas emblemas essenciais em que o sagrado está representado, a essência mística que simbolizam” como afirma Juana Elbein dos Santos, ou “a magia dessas esculturas está na forma como, visceralmente, Mestre Didi transpõe a energia de interpretação mitológica e inventividade de formas, ritmos e composições, se articulando num espaço negativo e positivo, num desafio de equilíbrio totêmico que se abre no espaço, como árvores plantadas numa base de seção côncava e circular”, no dizer de Emanoel Araújo.

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